Raiva: como lidar


Quem nunca sentiu raiva?

Apesar de escutarmos desde muito cedo em nossas vidas que a raiva é um sentimento “feio”, que não devemos senti-lo, ela é absolutamente normal. Podemos até dizer que esse sentimento não é tão “bonito” de ser expressado, como o é a alegria, mas fingir que ele não existe não é a solução mais saudável para o nosso corpo e nem para a nossa qualidade de vida. Se assim é, devemos aceitá-lo e aprender a lidar com ele.

A raiva é delicada, pois nem sempre podemos expressá-la diretamente. Às vezes há essa possibilidade: podemos conversar sobre a situação ou com a pessoa que a causou. Mas há outras sugestões: dar socos em almofadas, rasgar ou amassar papel, bater, chutar ou empurrar o João Teimoso (aquele boneco que não cai) ou uma boneca, gritar, escrever palavrões em um papel, correr, escrever ou desenhar a raiva, ou, até mesmo, desenhar ou modelar o objeto causador da raiva e depois amassá-lo e jogá-lo longe.

Isso tudo é importante, porque guardar esses sentimentos de raiva leva a comportamentos inadequados ou a enfermidades. Uma criança, por exemplo, pode apresentar indisciplina na escola por não saber direcionar a raiva para o lugar correto e sua atitude incorreta foi a maneira que encontrou para comunicar algo que não está bem dentro dela. Há também aquelas pessoas que têm frequentes dores de estômago.

Assim, vale a pena refletir sobre nós mesmos, nos conhecermos melhor e, ao detectarmos algo diferente, buscarmos o que está por trás de tudo isso. De repente, não estamos sabendo lidar bem com os nossos sentimentos.

 

Fonte: OAKLANDER, Violet. Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes. São Paulo: Summus, 1980.

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